Everton Cebolinha

Torci pelo Brasil, e muito, também, pelo Éverton, porque sou gremista, e queria que ele brilhasse, ele brilhou na seleção, aproveitou a chance dele, mas por outro lado ficou mais visível para o mundo, e possivelmente mais longe de permanecer no Grêmio, o clube do meu coração.
Com o futebol que vinha apresentando, jogando no Grêmio F.P.A. já estavam de olho nele, depois dessa passagem pela seleção, não somente os brasileiros como quem acompanhou a Copa América pode constatar, como disse o Galvão Bueno, que ele é sim O cara. O Grêmio teve um dos maiores ponteiros direitos de sua história, Renato Portaluppi, hoje técnico do Grêmio, e também teve Éder Aleixo, ponta esquerda, falando apenas do meu tricolor, dos que eu lembro agora, pois o Brasil teve outros muitos que deram o que falar em seus clubes, e agora numa época que os pontas são raros, surge um menino chamado Everton, apelido Cebolinha, e encanta quando joga, quando dribla, quando vai ao fundo e cruza, ou quando parte para cima do adversário sem tomar conhecimento e guarda a bola em seus chutes ou bolas colocadas na rede adversária.
E vi pela internet um site esportivo – nada contra o site e sua pesquisa – após o Tite convocar a seleção, com uma lista de qual jogador você trocaria, e muitos internautas arriscaram o nome do garoto do Grêmio. Pois é, esses torcedores não entendem nada de futebol.

Brasil campeão da Copa América 2019.

Dá-lhe Everton!!!

O jogo

Achei que o Brasil ia superar a boa seleção da Venezuela, porém me enganei, os venezuelanos jogaram bem, enquanto os brasileiros, que deveriam ter feito a lição de casa, nem tanto. Começaram pressionando, mas sem êxito.
E o Tite deveria ter tido coragem e ter saído jogando com Éverton, pois teria mais chances para buscar o resultado, e para ele ir para cima dos adversários, furar os bloqueios, mas sempre os mesmos jogadores, sempre os onze que estão em sua mente, joguem bem ou mal.
O povo pediu o Cebolinha, ele entrou e em pouco tempo correspondeu, mas parece que a seleção está torta com ele em campo, e não por culpa dele, mas dos outros selecionáveis.
O Éverton entra como solução dos problemas e para ir para cima dos adversários, mas o jogo do Brasil é sempre pela direita e centro, mesmo que povoado de adversários, e ninguém vê isso, e vez que outra chega uma bola boa na esquerda, ou ele vai buscar, pois é assim que eu vi as duas participações do Brasil na Copa América.
Contra a Bolívia precisou de um lance para mostrar o bom futebol que tem e que todo mundo conhece, e contra a Venezuela teve uma chance em campo, na única bola boa que chegou para ele, pela esquerda, mas não era à noite do Firmino, e o placar foi igual, e sem gols.