Sem vontade, sem leituras

Em 2022 eu li um livro no final de janeiro, O Mistério dos Três Pedaços, de Sophie Hannah, nos dias 27, 28, 29 e 30 e um livro no final de abril, 27, 28 e 29, A Lista de Convidados, de Lucy Foley, e foi só para os primeiros seis meses do ano.
Comecei a Biblioteca de Paris, de Janet Skeslien Charles, e parei na página 122, e Infâncias Roubadas, de Angela Marsons, e parei o livro também, enrola demais, além do fato de eu ter que ler e voltar muitas vezes, coisas que nunca aconteceram comigo neste tipo de leitura.
E me interessei por dois livros, na verdade quatro, mas dois me chamaram muito a atenção, Morte No Internato, de Lucinda Riley, e A Família Perfeita, de Lisa Jewell, mas ficaram nas livrarias, por que o que adianta comprar mais dois se desde muito tempo, acho que uns dois anos, por aí, eu perdi o interesse da leitura? Para mim nada, nem como tentativa.
Em seis meses consegui ler só dois livros, dois!
Foram só dois livros lidos em 180 dias, e me desinteressei por outros dois no mesmo período.
E aumentar a estante apenas por aumentar, comprando livros que nunca serão lidos, não dá, livros que um dia pensei em ler, sim, em algum momento a sinopse me interessou, mas que depois foram parar na estante dos esquecidos, como A Filha Esquecida, de Armando Lucas Correa, e Não Confie Em Ninguém, de Charlie Donlea, adquiridos em dezembro de 2020.
Então comprar um livro para quê?
E atualmente se fosse ler um livro deveria ter no máximo 200, 220 páginas, não mais, e um livro que já começasse sem dar voltas, na história, mas todos saem de 300 para cima e no momento isto não cabe para mim.
E ainda por cima aqui, na livraria física, um livro sai de sessenta reais para cima, e na virtual deixei de comprar, então parei por muitos motivos, mas o principal é que perdi o tesão pela leitura, e não posso forçar uma coisa se este meu momento o meu mar não está para peixe.
Sem vontade, sem leituras!